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sábado, 9 de julho de 2011

ENCERRAMENTO DAS AULAS


O encerramento do primeiro semestre de aulas deu-se com as guloseimas doadas pelo nosso amigo Jorge Cancela, do moto clube de Paranaguá. Aos nossos amigos motoqueiros nosso eterno agradecimento por terem contribuído por um final doce e feliz. A merendeira fez rosquinhas açucaradas, bolo de fubá com cobertura de chocolate e suco de maracujá.
Cada aluno levou um pacotinho de guloseimas para casa. 

sexta-feira, 17 de junho de 2011

DESEJO REALIZADO

Observando as crianças brincarem com os carrinhos, na hora do recreio, senti um desejo enorme em ter caminhão basculantes, tratores, “máquinas” como eles mesmos falam, bem grandes, para que o carregar areia, pedrinhas. Desejo este que venho acalentando dentro de mim por muito tempo.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

FANTASIAS NA SALA DE AULAS

 Alguns dias atrás recebi um e-mail de minha querida amiga e “madrinha” de nossa escola (Escola do Canhembora) pedindo para eu passar em sua loja (Colegial) em Paranaguá, para pegar algumas doações.
Ontem, com o coração repleto de alegria, passei na loja, minha amiga Jamile Hamud, não estava, mas sua secretária me entregou duas grandes sacolas. Fiquei surpresa ao ver que em uma das sacolas estavam duas fantasias, uma do Mickey e outra da Minnie; na outra sacola algumas guloseimas.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

HOJE NÃO DEI AULA

Depois de 60 dias da grande catástrofe que aconteceu no litoral do Paraná e que levou a ponte que dá acesso à Escola Rural do Canhembora,
resolveram fazer uma “gambiarra” no rio, com as vigas da ponte que caiu.
Foi um dia diferente para as crianças, com a “máquina” (como as crianças chamam a Motoniveladora) trabalhando era impossível dar aula, então interagindo com os alunos, paramos as atividades e fomos observar a máquina fazer seus vai-e-vens.
Quando a “patrola” erguia uma pedra, ou tirava terra, eles me olhavam eufóricos e pediam que eu olhasse, mesmo eu estando ao lado e vendo.

segunda-feira, 21 de março de 2011

O DEPOIS


Aos poucos Morretes vai se normalizando. Os estragos foram grandes, alguns irrecuperáveis. Há um ditado que diz “depois da tempestade vem a bonança”, mas eu digo, depois da tempestade vem o lamaçal.
No sábado, dia 19 de março, voltando de Paranaguá, de ônibus, pude observar pela janela o que sobrou da tempestade. No alto das montanhas percebi várias fendas, como se fosse feridas expostas no meio do matagal verde. Os rios que eram estreitos observa-se que se alargaram mostrando o quanto a inundação foi forte, a ponto de levar pontes.
No banco de trás do ônibus havia duas senhoras que a cada visão do que restou da chuva exclamavam palavras de espanto.
O que me deixou bastante consternada foi ao ver uma casa grande, com o telhado quase encostado no chão, como se as paredes da casa tivessem dobrado. Do lado do telhado, sentados numa pedra, um casal de velhos, seus cabelos brancos esvoaçavam com o leve vento, enquanto uma pessoa mais jovem carregava alguns pertences para uma camioneta. O semblante do casal era de total desolação. Meu coração ficou apertado imaginando que eles estariam deixando para trás uma vida inteira e como estava sendo dolorido para os dois, ter que sair de sua casa!
Uma das mulheres do banco de trás do ônibus disse:
- Se tivesse acontecido comigo, não sei para onde iria, minhas netas não gostam de mim porque sou velha.
A outra retrucou:
- Comigo também, não sei para onde eu iria. Mas tenho certeza que Deus arrumaria um lugar bom, onde a gente pudesse viver bem.
Ao passarmos pela ponte que a chuva também destruiu e que agora, precariamente, dão acesso aos veículos, perto do Floresta, ouvi um homem comentar:
- Aqui foi muito feio, cara, toda criação foi embora com a correnteza, era galinha, porco, cabrito. Os animais desciam gritando. Os porcos parecia que adivinhavam que iriam morrer de tanto que berravam, foi tudo muito louco, parecia o fim do mundo. Em toda minha idade nunca pensei ver um temporal assim.
Apesar de tudo isto ser muito triste, muito devastador, não é o suficiente para se perder a esperança de um novo recomeço. 
Veja o noticiário que a Rede Globo apresentou depois;

http://g1.globo.com/videos/parana/v/imagens-aereas-mostram-a-destruicao-no-litoral-do-estado/1463032/#/Bom%20Dia/20110318/page/2

terça-feira, 15 de março de 2011

ENCHENTE EM MORRETES MARÇO 2011

Na quinta-feira, dia 10 de Março, desci a Estrada da Graciosa sob um imensa chuva. Achei estranho a intensidade da água que descia. Na manhã do dia seguinte, quando me preparava para ir dar aula, a professora Mara me telefona avisando que acontecia uma forte enchente. E assim foi, todos se comunicando através do telefone. No final da tarde, Morretes já estava coberta de água, quer dizer, os lugares mais baixos. E o noticiário dava a seguinte notícia:
“A forte chuva que caiu no litoral paranaense na manhã de sexta-feira (11) causou enchente nos municípios de Morretes e Antonina e deixou quase 4.600 pessoas desalojadas ou desabrigadas, sendo 4.500 somente em Morretes.

sábado, 5 de março de 2011

MIMEÓGRAFO OBSOLETO?

Quando fazia pós-graduação – Tecnologias Aplicadas à Educação – fui bastante discriminada por ser professora do Ensino Fundamental, da zona rural, principalmente pelos professores. Alguns doutores, alguns mestrados.
Recordo-me que ao fazer a pesquisa para a monografia, com o título – A importância do mimeógrafo nas escolas, na era da tecnologia – fui olhada por todos como uma pessoa utópica.
Teve professores que se recusaram a serem meus orientadores por acharem o tema chulo e fora de época. Ledo engano de todos.
No decorrer da pesquisa pude comprovar que sua utilização é muito grande em escolas urbanas e rurais,pela facilidade de manuseá-lo e também por falta de inclusão digital.
Certa vez, alguém me disse que a tecnologia chegará às escolas rurais com um atraso de 40 anos e os aparatos tecnológicos que chegarem já estará ultrapassado.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O CÃO NADADOR

No término da aula algumas mães vem buscar seus filhos. Dentre elas, uma vem de bicicleta acompanhada por um cachorro de porte médio, bem pretinho.
Quando ambos chegam à ponte, o cachorro para, coloca-se em posição de alerta, cheira o ar e não acompanha sua dona. Ele volta correndo num desespero incomum, embrenha no matinho que tem na orla do rio, pula na água e atravessa a nado, sem se importar com a forte correnteza que o arrasta. Depois que sai da água, dá uma sacolejada e vai ao encontro de sua dona e o filho.
Depois das despedidas, novamente o cachorro acompanha-os, chega até a ponte, observa os dois atravessando, entra em desespero e sai em disparada para a beirada do rio, pula na água e nada novamente na correnteza até poder alcançar sua dona do outro lado do rio. A cada reencontro, uma festa louca com rosnados e balançar do rabo.
Ao vê-lo atravessar o rio, pude observar o seu grande esforço com apenas sua cabecinha para fora e refleti o quanto o cão é fiel ao seu dono.
O que levou este cachorro a ter tanto medo de ponte a ponto de correr o risco de se afogar no rio para chegar perto de seus donos?  O que será que causou o trauma?
Meus alunos e eu ficamos extremamentes admirados com o jeito do cachorro. Só lamento minha câmera não ser potente para filmar com mais precisão. 
Negão o cachorro nadador




terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

CAMPANHA ESCOLAR 2011

Oi, o ano escolar vai começar e já estou buscando uma forma de fazer o melhor para o aluno, este ano com apenas 15 alunos. Continuo a campanha para arrecadar material escolar, brinquedos, roupas, calçados. Quem sabe você tem na sua casa, material do seu filho, do seu sobrinho, neto, etc., do ano passado, que poderá nos servir. No ano passado, um amigo da escola nos doou muitos lápis de cor usados, e aproveitamos por vários meses, de tão grande que estavam. Interessante que os alunos brincam com carrinhos sem rodas, bonecas mutiladas, sem rejeição. Criança não faz distinção, deixa sua imaginação funcionar. Antes de dar uma resposta, vá nos visitar na escola ou o meu Orkut – aneoncken@yahoo.com.br - para comprovar o resultado maravilhoso das campanhas que faço em prol dos meus alunos. Bem de qualquer forma, agradecemos pela atenção e ficaremos no aguardo de uma resposta pedindo a Deus que te abençoe . Obrigada 

Este carrinho da Barbie foi doado em 2008, já sem rodas e até hoje os meninos brincam, sem se importarem com a cor

Até carriola de pedreiro usamos para brincar.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Encerramento do ano letivo 2010

Final de ano letivo! Minha preocupação durante o ano é arrecadar  “coisas”  para meus alunos. Minha satisfação e realização é o de vê-los irem para casa com a sacola cheia e assim poder compartilhar o Natal com suas famílias.
A elaboração do CD com todas as fotos que tiramos durante o ano é o melhor que faço, falo isto devido aos comentários feitos pelos pais, aliás, CDs estes que passam a fazer parte de suas vidas. Hoje, alguns não possuem aparelho de DVD, nem computador, porém quando vão passear levam o CD para ver nas casas ou dos parentes, ou dos padrinhos, ou dos patrões, amigos ou mesmo Lan House.

sábado, 6 de novembro de 2010

277º ANIVERSÁRIO DE MORRETES (PR)

No dia 05 de Novembro aconteceu o desfile cívico em comemoração ao 277º aniversário de nossa cidade.  O desfile foi feito nesta data, porque no dia 31 de outubro, o dia do aniversário da cidade aconteceu o segundo turno das eleições. Neste dia, as Escolas Rurais prestam homenagem ao município de Morretes. Atualmente são 13 escolas: Anhaia, América de Cima, Barro Branco, Candonga, Canhembora, Elias Abrahão, Floresta, Marumbi, Morro Alto, Rodeio, São João da Graciosa, Sítio Grande, Profª Thereza Zilli e 22 professoras atendendo um total de 365 crianças no Ensino Fundamental desde o pré à 4ª série no ensino de  8 anos e 1º ano no ensino de 9 anos e tem como Cordenadora Geral da Zona Rural.O tema abordado pelas escolas rurais é a PAZ.Paz é geralmente definida como um estado de calma e tranquilidade. No plano pessoal, paz designa um estado de espiríto isento de ira, desconfiança e de um modo geral todos os